Publicidade e Propaganda + Redes Sociais

O território para a publicidade digital se expande de forma ininterrupta. A construção dos discursos publicitários no espaço de redes sociais virtuais é visível no aspecto da transformação do real para o simbólico, levando inúmeros significados em um dado contexto. Os discursos são espelhos do contexto social e cultural da sociedade. A presença da publicidade nas redes sociais precisa ser diferenciada daquela que está inserida nas mídias tradicionais. Nas mídias externas, na televisão e nas revistas, o público possui raras possibilidades de interações. Isso muda quando se aplica a publicidade no espaço digital. O modo como se chega ao público-alvo precisa ser repensado, pois agora ele possui em mãos ferramentas tecnológicas. Os processos dinâmicos nas redes são competitivos, inseridos numa situação de agregação ou divergência. As redes sociais propõem para a publicidade e propaganda espaços e ferramentas excelentes para o seu exercício. A ênfase é dada na interatividade para o público-alvo, estimulando-o a se interessar pela proposta. Há, então, uma aproximação entre ele e o comunicador. A linguagem e a persuasão são trabalhadas juntas com novos parâmetros. A publicidade molda seus recursos persuasivos, criativos e textuais. As ferramentas disponíveis exploram bem o conceito do objeto a ser anunciado na mídia, podendo o publicitário optar por diversos caminhos. A adaptação, que essa área comunicacional precisa realizar, requer que se crie novas estratégias de direcionamento e criação. O público-alvo mudou: está mais participativo e crítico. Com as ferramentas tecnológicas, ele é capaz de produzir conteúdo, expondo suas ideias, além de reagir a tudo o que vê pela internet. Quando o público não se identifica com a proposta publicitária, ele divulga as suas opiniões e compartilha as mensagens num aspecto viral na rede social. Ou seja, a publicidade gera discussão entre os usuários.

 

Nas redes sociais da internet, as pessoas são agrupadas de acordo com as identidades semelhantes. Assim, o poder da publicidade só terá efeito positivo se as suas propostas forem estrategicamente direcionadas para esses grupos, sendo extremamente objetivas com entendimento fácil e rápido, além de uma criatividade inovadora. Um usuário da rede passa a sua opinião sobre determinado produto, serviço ou anúncio para outros usuários e estes confiam estreitamente no seu contato virtual. Desse modo, temos a propaganda boca a boca. Hoje, o consumidor confia mais na experiência de outros consumidores com o produto ou serviço do que na propaganda em si. Eles recorrem a buscas de informações na internet e a fóruns de opiniões e experiências. O ceticismo em relação à mensagem publicitária aumentou muito. Perante esses fatos, a publicidade se viu na necessidade de se mudar para atrair as pessoas para o seu conceito.

O publicitário precisa conhecer bem o seu público-alvo. Ele precisa saber como é o perfil dos usuários, a linguagem que é adotada e os comportamentos, bem como as interações entre eles. Para isso, é necessário ter proximidade e contato, através de pesquisas e análises. Mas, é necessário tomar cuidado para não invadir essas interações. O profissional deve aproveitar o espaço na rede, mas de forma consciente. As publicidades que surgem para um usuário são direcionadas de acordo com as informações encontradas em seu perfil numa rede social. Além disso, a publicidade precisa ser coerente com a realidade do produto ou serviço. O apelo precisa ser realizável. Ao contrário, as críticas direcionadas ao publicitário e ao anunciante tomam espaço na mídia. Contudo, ela precisa ser inteligente ao ponto de se refletir com base nessas críticas, podendo se reinventar. As redes sociais passaram a ser extremamente importantes na construção da marca, mudando a relação entre o consumidor e a marca. Nelas, a publicidade, consciente do novo público, estimula a participação dos usuários, amplificando as vozes. Ou seja, há uma quebra da hierarquização que existia antes no modelo comunicacional. Com isso, a marca pode ganhar resultados positivos. A publicidade inovadora nas redes sociais traz experiências exclusivas, numa construção conjunta que são os anúncios 2.0 de uma forma bem interessante. Ela não pode ignorar a participação e a capacidade do usuário digital. O usuário tem um comportamento livre e cria certa autonomia. Peças criadas pelos próprios consumidores são vistas pelos publicitários como uma forma bem estratégica para atingir o público. Surge a todo o instante novas formas de participação e a inteligência coletiva se fortalece. A questão do mistério também atrai, anunciando o objeto em etapas, pois cria certa expectativa. Outra estratégia é a honestidade, mostrando transparência nos fatos. Assim, a publicidade cria uma resistência.

Analisando as interações da rede, o maven é um usuário essencial para a divulgação de informações de forma pertinente, possuindo estratégias fortes. Ele é o mais expressivo e possui inúmeros laços de interações, sendo conhecido também como líder de opinião. Os demais usuários possuem grande confiança em tudo o que os mavens falam. A voz do maven é estratégico para a publicidade. Assim, ela possui grandes chances de ganhar mais adeptos e o seu objetivo é solidificado.

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A Rede

A definição da palavra comunicação em Latim é: Communicare – que significa partilhar, repartir, trocar opiniões, associar, tornar comum. Portanto, a comunicação é uma via de mão dupla, o que podemos chamar de “bidirecional”. Tudo o que é comunicado tem seu retorno, como por exemplo, quando um autor publica algo na rede e os participantes da mesma rede compartilham ou comentam a publicação do autor. Este é o retorno que ele recebe de sua comunicação. A rede não é apenas uma forma de deixar as pessoas mais próximas, pois ela tem se tornado um estilo de vida. A maioria das redes sociais na internet permite postar fotos, vídeos e blogs pessoais nos suas páginas de perfil e estes recursos estão deixando os usuários cada dia mais envolvidos, uma prova bem clara disso é que atualmente existe cerca de 300 sites de rede social.
Através da rede existe a troca de informações que chamamos de moeda de troca, que é uma metáfora de tudo que é valorizado pelas pessoas e a informação é algo muito importante na vida de todos. E este comportamento de troca se da através da confiança que os atores obtém por meio da interação mútua, a troca é algo benéfico para ambos, pois abrange o conhecimento, tornando-o sem mais próximo pela rede.

“Quando uma rede de computadores conecta uma rede de pessoas e organizações é uma rede social (Garton, Haythornthwaite e Wellman, 1997, p.1). As redes sociais são uma forma de aproximação entre pessoas conectadas por vários tipos de relações que compartilham os mesmos gostos e estilos sem preocupar com a relação espaço/temporal, ou seja, não necessita de estar no mesmo local para que haja a comunicação, isso com a ajuda da comunicação mediada pelo computador.

O computador é uma mediação que faz parte da nossa vida. Junto à ele, temos a Internet e as redes sociais que já não são mais vistas como uma realidade paralela à vida. Não existe mais a questão de ser do mundo real ou do mundo virtual, ambos se completam.
Estamos tão envolvidos com a comunicação digital, que nos apropriamos dela de uma forma que é quase impossível viver sem. Mas, não nos apoderamos como uma mera platéia, somos atuantes, participantes, somos atores. Atores são representações das pessoas, que podem ser também instituições ou grupos, no ciberespaço, são os lugares que construímos, onde nos expressamos coletivamente ou individualmente. São o primeiro elemento da rede social. Estamos sempre reinventando nas inovações que as redes nos trazem. Assim, como diz Raquel Recuero: “Os modos como nos apropriamos delas, os usos que fazemos, reinventam constantemente suas características.”, e “[…] todas as tecnologias de que dispomos, as de comunicação digital, inclusive, são produtos de nossas próprias intenções e propósitos.”.

Como atores, estamos envolvidos em uma rede online (ou offline). Nesta rede, somos conhecidos também como nós, e nos relacionamos através de conexões, links. As conexões são percebidas graças ao rastro social que os nós deixam, por exemplo, um comentário em um blog, que permanece ali até o indivíduo ou o dono deletar. Hoje, são contratados especialistas que realizam pesquisas para saber quem é o usuário, mas estas pesquisas não são feitas utilizando os profiles destes nós, pois, estes já não os decodificam mais, faltam pistas tradicionais para a construção da persona, e sim, as suas interações, os seus laços, são através destes elementos que vemos com quem os atores interagem, como eles se portam, quais os seus gostos e como eles comunicam entre si. Nestes links, podemos ter contatos esporádicos, que podem ser relações baseadas na quantidade, ou seja, apenas no número de “amigos”. Exemplo: Twitter, quanto mais followers a pessoa tiver, mais bem vista ela é, ela chama a atenção e se torna popular na rede. E também, os contatos profundos, que são os laços mais fortes, com quem o nó (representação do ator) interage mais.