Resumindo a nossa conversa…

De acordo com o texto desenvolvido, conclui-se que a sociedade, desde seus primórdios até os dias de hoje, vive segundo os paradigmas, que são o modo de enxergar e entender o mundo, sendo que este pode ser apenas da pessoa ou compartilhado por um grupo. Com os avanços tecnológicos e dentro da cybercultura surge um novo paradigma, a pós-modernidade. Sendo este um novo contexto em que os indivíduos questionam sua relação com o mundo e se tornam cada vez mais críticos, impacientes, exigentes, descrentes, egoístas e consumistas.

As características da pós-modernidade podem ser resumidas em alguns pontos, como os mercados político, econômico, social, cultural e pela facilidade de se deixar levar através da imaginação das mídias eletrônicas, e diante destas facilidades a sociedade tem se deparado com um mundo virtual cheio de imagens, sons e textos em uma velocidade instantânea tornando a vida mais prática e quebrando os paradigmas tradicionais.

Nos tempos de hoje é impossível manter um formato padrão, pois tudo está em constante mutação e com isso, temos um novo tema, a liquidez. Onde a sociedade moderna se recusa a seguir determinados tipos de padrões, pois queremos algo diferente, queremos algo líquido onde se adéqua a nossa sociedade entrando nesse meio arquitetura,o espaço e até o próprio arquiteto, deixando a possibilidade de você mesmo criar seu próprio espaço virtual, do seu próprio jeito e estilo, de modo que você se sinta livre para criar algo totalmente seu.

Imagens, sons, textos já não são como eram de costume, perderam uma base estrutural, estão em constantes alterações. Fenômeno proporcionado pela cultura da mobilidade na era da pós-modernidade. Receptor passou a ter uma grande liberdade, não aceita mais limitações, se tornam agentes. Signos e simbologias se multiplicam a cada segundo, caminhando para cada vez mais transformarmos nosso redor em algo leve e maleável.

Como atores, os nós de uma rede online (ou offline), nos apoderamos da comunicação digital de forma que estamos sempre reinventando as suas características, e adequando-as ao nosso cotidiano, de um jeito em que não separamos mais a realidade virtual da mundana. As nossas relações se dão por meio da conexão, os links. As trocas de informação por meio destes definem o quão forte são os laços.

Na área publicitária, em suma, há um momento inédito perante aos novos paradigmas da comunicação. Tudo passa a ser repensado. A sociedade pós-moderna traz consigo novos valores e percepções. Os espaços onde a publicidade poder ser trabalhada ampliam-se e seus recursos se tornam extremamente estratégicos para um público que cada vez mais possui voz e capacidade para criar. A publicidade nas redes sociais aplica a interatividade em meio de toda a tecnologia para os usuários, pois são participativos. Para isso, é necessária uma análise do perfil deles para que é comunicação entre ambas as partes seja eficaz. Tudo na comunicação deve ser estratégico e o resultado é o espelho da sociedade.

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Publicidade e Propaganda + Novo Paradigma

Dentro de todo o novo paradigma, o trabalho publicitário precisa ser revisto. A sociedade da pós-modernidade fez com que a área publicitária mudasse profundamente. O público-alvo precisou ser estudado em perfil e comportamento. Deve-se ter em mente que ele mudou totalmente. Hoje é individualista e se encontra numa rede social online, rodeado por tecnologia. Além disso, é mutável e possui caráter forte. Os usuários são espertos, vingativos e sabem de seus direitos. São expectadores e construtores. A inspiração das ideias publicitárias é a realidade atual vivenciada pela sociedade.

Num contexto de linguagens líquidas, o publicitário é um arquiteto líquido e o público é o agente líquido. O anúncio é editável e aberto, podendo ser estruturado de diversas formas e por diversas pessoas. Ele é multissensorial e explora várias possibilidades.
A publicidade tem o papel de romper a superestrutura, criando novas expectativas por meio de novas experiências. O anúncio publicitário possui um espaço semântico de várias significações e atualizações. Essas atualizações passam a serem feitas também pelo público e ele vai querer isso. Ou seja, o publicitário cria e idealiza caminhos para a construção da mensagem e quem escolhe todo o enquadramento do processo é o consumidor.

O foco da publicidade e propaganda em anomalias, ou seja, naquilo que desconstruiu o velho paradigma, são as tecnologias e as novas mídias. Transportando essa área comunicacional para a pós-modernidade, percebem-se grandes mudanças em muitos aspectos.
A publicidade passa a ter espaço para o tabu e a flexibilidade de imagens. Nesse novo cenário, propagandas que abordam assuntos como overdose, anorexia, o não celibato e a homossexualidade garantem o seu espaço na mídia. Ela passa a se preocupar com a questão ambiental e com os direitos humanos. O consumidor passa a ser reconhecido como uma pessoa bem informada e atenta com as relações de consumo. Ele não possui tanto tempo e só possui atenção apreendida para uma informação sucinta.

Passou-se a ter uma preocupação em dar uma significação única para o produto com uma linguagem exclusiva. Desse modo, o consumidor expressa a sua individualidade. As tecnologias influenciaram diretamente o comportamento do homem. O individualismo tomou conta da vivência humana. As pessoas passaram a ter facilidades em se comunicar, realizar tarefas de um modo rápido, com apenas um computador. Com isso, o publicitário começou a envolver e pensar em novos meios de se chegar ao público, customizando a informação. Assim, as pessoas se identificam.

Por outro lado, há a questão do surgimento dos nichos na internet. Os usuários da rede começam a se identificarem uns com os outros. O público-alvo passa a ser membros de tribos no intuito de serem reconhecidos. As tribos são particularistas e especificadas. Isso traz certa exigência para o profissional da publicidade. Este precisa conhecer bem o perfil do seu público e o espaço que ele usa na internet para conseguir se comunicar com ele.

Nesse novo tempo de novos pensamentos e relações, tudo o que é não padrão passa a ter cena. Ele é ofertado e a procura dele cresce. Há novas ligações semânticas, culturais e ideológicas. A publicidade incorpora novos padrões, como o do cinema. O código comunicacional é aberto, incorporando figuras de linguagens em seus recursos persuasivos. Além disso, os discursos são alternativos. Outra característica no qual o publicitário precisa estar atento é o modo mobile. A extensão do computador, num visão nômade, ganha novos adeptos a cada instante. A produção de conteúdo deve ser compatível para telas menores e o publicitário precisa adaptar-se a essa nova realidade. As peças precisam ser estratégicas ao conteúdo.

Na parte de criação da publicidade, os valores e conceitos antigos estão na lista dos criadores. Linguagens, técnicas e layout antigos voltaram a ser usados. Peças atraentes de modo visual e físico são grandes apostas de persuasão. Há, portanto, a exaltação do que é bonito, dando relevância à aparência e estética. A questão sensorial também é presente. A publicidade incorpora a arte em suas peças, tendo ela como base de inspiração.

Com todas essas novas visões na publicidade, tudo aquilo que seria funcional, ou seja, o produto ou serviço, passa a ser status para o consumidor. A ideia que se tem a respeito da compra é que não se compra o objeto, mas sim o valor e a identidade. Isso recai nas técnicas de persuasão e como é feita a abordagem na peça publicitária.
Todas essas características tornaram-se na publicidade a peça linguística fundamental no processo da área.

Publicidade e Propaganda + Redes Sociais

O território para a publicidade digital se expande de forma ininterrupta. A construção dos discursos publicitários no espaço de redes sociais virtuais é visível no aspecto da transformação do real para o simbólico, levando inúmeros significados em um dado contexto. Os discursos são espelhos do contexto social e cultural da sociedade. A presença da publicidade nas redes sociais precisa ser diferenciada daquela que está inserida nas mídias tradicionais. Nas mídias externas, na televisão e nas revistas, o público possui raras possibilidades de interações. Isso muda quando se aplica a publicidade no espaço digital. O modo como se chega ao público-alvo precisa ser repensado, pois agora ele possui em mãos ferramentas tecnológicas. Os processos dinâmicos nas redes são competitivos, inseridos numa situação de agregação ou divergência. As redes sociais propõem para a publicidade e propaganda espaços e ferramentas excelentes para o seu exercício. A ênfase é dada na interatividade para o público-alvo, estimulando-o a se interessar pela proposta. Há, então, uma aproximação entre ele e o comunicador. A linguagem e a persuasão são trabalhadas juntas com novos parâmetros. A publicidade molda seus recursos persuasivos, criativos e textuais. As ferramentas disponíveis exploram bem o conceito do objeto a ser anunciado na mídia, podendo o publicitário optar por diversos caminhos. A adaptação, que essa área comunicacional precisa realizar, requer que se crie novas estratégias de direcionamento e criação. O público-alvo mudou: está mais participativo e crítico. Com as ferramentas tecnológicas, ele é capaz de produzir conteúdo, expondo suas ideias, além de reagir a tudo o que vê pela internet. Quando o público não se identifica com a proposta publicitária, ele divulga as suas opiniões e compartilha as mensagens num aspecto viral na rede social. Ou seja, a publicidade gera discussão entre os usuários.

 

Nas redes sociais da internet, as pessoas são agrupadas de acordo com as identidades semelhantes. Assim, o poder da publicidade só terá efeito positivo se as suas propostas forem estrategicamente direcionadas para esses grupos, sendo extremamente objetivas com entendimento fácil e rápido, além de uma criatividade inovadora. Um usuário da rede passa a sua opinião sobre determinado produto, serviço ou anúncio para outros usuários e estes confiam estreitamente no seu contato virtual. Desse modo, temos a propaganda boca a boca. Hoje, o consumidor confia mais na experiência de outros consumidores com o produto ou serviço do que na propaganda em si. Eles recorrem a buscas de informações na internet e a fóruns de opiniões e experiências. O ceticismo em relação à mensagem publicitária aumentou muito. Perante esses fatos, a publicidade se viu na necessidade de se mudar para atrair as pessoas para o seu conceito.

O publicitário precisa conhecer bem o seu público-alvo. Ele precisa saber como é o perfil dos usuários, a linguagem que é adotada e os comportamentos, bem como as interações entre eles. Para isso, é necessário ter proximidade e contato, através de pesquisas e análises. Mas, é necessário tomar cuidado para não invadir essas interações. O profissional deve aproveitar o espaço na rede, mas de forma consciente. As publicidades que surgem para um usuário são direcionadas de acordo com as informações encontradas em seu perfil numa rede social. Além disso, a publicidade precisa ser coerente com a realidade do produto ou serviço. O apelo precisa ser realizável. Ao contrário, as críticas direcionadas ao publicitário e ao anunciante tomam espaço na mídia. Contudo, ela precisa ser inteligente ao ponto de se refletir com base nessas críticas, podendo se reinventar. As redes sociais passaram a ser extremamente importantes na construção da marca, mudando a relação entre o consumidor e a marca. Nelas, a publicidade, consciente do novo público, estimula a participação dos usuários, amplificando as vozes. Ou seja, há uma quebra da hierarquização que existia antes no modelo comunicacional. Com isso, a marca pode ganhar resultados positivos. A publicidade inovadora nas redes sociais traz experiências exclusivas, numa construção conjunta que são os anúncios 2.0 de uma forma bem interessante. Ela não pode ignorar a participação e a capacidade do usuário digital. O usuário tem um comportamento livre e cria certa autonomia. Peças criadas pelos próprios consumidores são vistas pelos publicitários como uma forma bem estratégica para atingir o público. Surge a todo o instante novas formas de participação e a inteligência coletiva se fortalece. A questão do mistério também atrai, anunciando o objeto em etapas, pois cria certa expectativa. Outra estratégia é a honestidade, mostrando transparência nos fatos. Assim, a publicidade cria uma resistência.

Analisando as interações da rede, o maven é um usuário essencial para a divulgação de informações de forma pertinente, possuindo estratégias fortes. Ele é o mais expressivo e possui inúmeros laços de interações, sendo conhecido também como líder de opinião. Os demais usuários possuem grande confiança em tudo o que os mavens falam. A voz do maven é estratégico para a publicidade. Assim, ela possui grandes chances de ganhar mais adeptos e o seu objetivo é solidificado.

A Rede

A definição da palavra comunicação em Latim é: Communicare – que significa partilhar, repartir, trocar opiniões, associar, tornar comum. Portanto, a comunicação é uma via de mão dupla, o que podemos chamar de “bidirecional”. Tudo o que é comunicado tem seu retorno, como por exemplo, quando um autor publica algo na rede e os participantes da mesma rede compartilham ou comentam a publicação do autor. Este é o retorno que ele recebe de sua comunicação. A rede não é apenas uma forma de deixar as pessoas mais próximas, pois ela tem se tornado um estilo de vida. A maioria das redes sociais na internet permite postar fotos, vídeos e blogs pessoais nos suas páginas de perfil e estes recursos estão deixando os usuários cada dia mais envolvidos, uma prova bem clara disso é que atualmente existe cerca de 300 sites de rede social.
Através da rede existe a troca de informações que chamamos de moeda de troca, que é uma metáfora de tudo que é valorizado pelas pessoas e a informação é algo muito importante na vida de todos. E este comportamento de troca se da através da confiança que os atores obtém por meio da interação mútua, a troca é algo benéfico para ambos, pois abrange o conhecimento, tornando-o sem mais próximo pela rede.

“Quando uma rede de computadores conecta uma rede de pessoas e organizações é uma rede social (Garton, Haythornthwaite e Wellman, 1997, p.1). As redes sociais são uma forma de aproximação entre pessoas conectadas por vários tipos de relações que compartilham os mesmos gostos e estilos sem preocupar com a relação espaço/temporal, ou seja, não necessita de estar no mesmo local para que haja a comunicação, isso com a ajuda da comunicação mediada pelo computador.

O computador é uma mediação que faz parte da nossa vida. Junto à ele, temos a Internet e as redes sociais que já não são mais vistas como uma realidade paralela à vida. Não existe mais a questão de ser do mundo real ou do mundo virtual, ambos se completam.
Estamos tão envolvidos com a comunicação digital, que nos apropriamos dela de uma forma que é quase impossível viver sem. Mas, não nos apoderamos como uma mera platéia, somos atuantes, participantes, somos atores. Atores são representações das pessoas, que podem ser também instituições ou grupos, no ciberespaço, são os lugares que construímos, onde nos expressamos coletivamente ou individualmente. São o primeiro elemento da rede social. Estamos sempre reinventando nas inovações que as redes nos trazem. Assim, como diz Raquel Recuero: “Os modos como nos apropriamos delas, os usos que fazemos, reinventam constantemente suas características.”, e “[…] todas as tecnologias de que dispomos, as de comunicação digital, inclusive, são produtos de nossas próprias intenções e propósitos.”.

Como atores, estamos envolvidos em uma rede online (ou offline). Nesta rede, somos conhecidos também como nós, e nos relacionamos através de conexões, links. As conexões são percebidas graças ao rastro social que os nós deixam, por exemplo, um comentário em um blog, que permanece ali até o indivíduo ou o dono deletar. Hoje, são contratados especialistas que realizam pesquisas para saber quem é o usuário, mas estas pesquisas não são feitas utilizando os profiles destes nós, pois, estes já não os decodificam mais, faltam pistas tradicionais para a construção da persona, e sim, as suas interações, os seus laços, são através destes elementos que vemos com quem os atores interagem, como eles se portam, quais os seus gostos e como eles comunicam entre si. Nestes links, podemos ter contatos esporádicos, que podem ser relações baseadas na quantidade, ou seja, apenas no número de “amigos”. Exemplo: Twitter, quanto mais followers a pessoa tiver, mais bem vista ela é, ela chama a atenção e se torna popular na rede. E também, os contatos profundos, que são os laços mais fortes, com quem o nó (representação do ator) interage mais.

Paradigmas de Comunicação e o Novo Paradigma

A sociedade, desde seus primórdios até os dias de hoje, vive de acordo com paradigmas que são o modo de enxergar e entender o mundo, sendo que este pode ser apenas da pessoa ou compartilhado por um grupo. Atualmente, para se evitar a dispersão pela multiplicidade, há as formulações genéricas acerca de determinados aspectos, como um senso comum, mesmo que esses paradigmas sejam internos ao indivíduo e ele enxergue as coisas como quer e entende, condicionando assim suas ações.

Com os avanços tecnológicos, surgem os novos contextos que podem ou não ser compatíveis com os paradigmas do indivíduo, assim acaba se ignorando esses surgimentos. Porém, com o passar do tempo, esses novos paradigmas devem ser aceitos e os olhares daqueles que se mostram inflexíveis às mudanças têm de mudar para que não haja paralisia de paradigma. Desse modo, como ocorre na passagem da comunicação de elite para a comunicação em massa, há uma mudança, um avanço, sendo que na comunicação há os paradigmas norteadores, como o tecnológico-interacionista.

Com esses avanços tecnológicos e dentro da cibercultura que a sociedade vive, surge um novo paradigma, a pós-modernidade. Este se refere a um novo contexto repleto de promessas não cumpridas, incertezas e excessos da sociedade que agora busca uma ideologia, uma lógica e respostas para o rumo que o mundo tomou na modernidade. Ou seja, é o processo de transformação da modernidade, em que as pessoas questionam sua relação com o mundo, procurando uma referência. Esse questionamento segue uma linha de acontecimentos que marcaram as pessoas e geraram um “mal-estar”, fazendo-as refletir se a ciência veio mesmo para o bem, se realmente existem as dicotomias apenas, se as superpotências são mesmo “intocáveis” e que a destruição da natureza tem suas consequências.

Assim, dentro deste contexto, a sociedade vem se tornando cada vez mais crítica, irônica e descrente, não aceitando os grandes discursos “fabricados” que modelam o comportamento dos indivíduos. Segundo Pierre Lévy: “[…] a pós-modernidade proclama o fim dos grandes relatos totalizantes. A multiplicidade e o emaranhamento radical das épocas, dos pontos de vista e das legitimidades, traço distintivo do pós-moderno, vê-se claramente acentuada e encorajada, aliás, na cibercultura.”

Estas pessoas estão também cada vez mais egoístas, sendo competitivas e autônomas, valorizando e exigindo o diferencial, não mais aceitando o que lhes é “empurrado”, recusam a intrusão, valorizam quando são abordados com uma solicitação e aceitam se for de sua vontade. Para eles, não há mais a obrigação. Assim, como afirma Lúcia Santaella: “nasciam práticas e desejos proliferantes, justapostos e disjuntos direcionados para a multiplicidade em detrimento da unidade, da diferença em lugar da identidade, para o movimento dos fluxos e dos arranjos móveis em detrimento dos sistemas.”
Ao mesmo tempo em que são egoístas, os indivíduos querem ser aceitos, procurando conteúdos e produtos que auxiliem na formação de uma imagem que os identifiquem como parte de uma tribo, sendo que estas estão cada vez mais específicas e particulares. Além do que, são altamente consumistas, para eles tudo é produto e deve ser consumido instantaneamente, e logo descartado.

Quando compram, o fazem por status, comprando valores, com o objetivo de configurar uma imagem que querem que os outros tenham dele ao vê-lo com determinada marca. Por fim, fica claro que é uma sociedade composta por indivíduos extremamente exigentes e impacientes, que vivem na cibercultura.

A sociedade atual se pergunta o que é a pós-modernidade e qual é o estado de ser pós-moderno. Modernismo é definido como um período identificado como a Revolução Industrial e o Iluminismo. E, a pós-modernidade se dá ao estado da sociedade existir depois da modernidade. As características da pós-modernidade podem ser resumidas em alguns pontos como os mercados político, econômico, social, cultural e pela facilidade de se deixar levar através da imaginação das mídias eletrônicas.

Diante dessas facilidades, a sociedade tem se deparado com um mundo virtual cheio de imagens, sons e textos em uma velocidade instantânea tornando a vida mais prática e quebrando os paradigmas tradicionais. E, a partir da afirmação, a autora Lúcia Santaella afirma “não são mais operativas nem unívocas, mas profundamente mediadas, combinadas e misturadas, misturadas estas que só tendem a aumentar com o advento dos meios de informatizados.” (p.25; SANTAELLA, Lúcia. Cultura das Mídias.) Chegamos a conclusão de que com o aumento das mídias, principalmente da internet e especificamente as redes sociais, ela tende a abalar as barreiras e divisões culturais e popularizar em massa.

Em cada país ou continente, a visão do pós-moderno é diferente, pois eles seguem a visão do modernismo que se deu em cada um. O pós-modernismo está longe de se tornar o modernismo esquecido, não anulando sua importância, mas que o pós-moderno veio para uma melhor relação da sociedade com a arte, cultura e novas tecnologias.

Com o avanço da mídia e da tecnologia, a cada dia, surgem no mercado novos aparelhos tecnológicos que se identificam com o consumidor, pois a tecnologia também tem o seu próprio modelo de linguagem. Um aparelho tecnológico básico e não tão moderno mais, que mudou a forma de fazer publicidade é o controle remoto. O indivíduo, que tem posse de um controle remoto diante de uma TV, pode trocar de canal com rapidez e comodidade toda a vez que a programação presente não estiver agradando.

O controle remoto foi o primeiro passo para aprendermos a lidar com a rede. Como a rede tem se tornado parte do cotidiano de todos, estão surgindo novas linguagens como, por exemplo, a áudio, scripto e visual esta linguagem se divide ao olho, ouvido e os dois simultaneamente, sendo uma linguagem bastante expansiva e principalmente dinâmica fazendo com que a comunicação seja mais rápida e eficaz.

A História da Comunicação (Em Episódios)

Primeiro Episódio: Interpessoal

A história da comunicação se divide em cinco etapas que são cumulativas, pois com sua evolução, a introdução de novas etapas não exclui as anteriores, sendo que cada uma utiliza de uma nova forma de comunicação, é um aprimoramento constante das etapas.

Assim, a história da comunicação se inicia, nos primórdios dos tempos, nas sociedades denominadas acústicas, em que a comunicação era interpessoal, ou seja, face-a-face.

Essa é uma etapa em que só acontece na presença física dos interlocutores e estes, no momento da comunicação, estariam em um mesmo lugar ao mesmo tempo e seu diálogo se dava através da fala. Segundo Lévy, essa seria a oralidade primária, “que diz respeito ao uso da linguagem oral no período anterior ao advento de novos sistemas de comunicação mais complexos”. Nesta forma de comunicação, o homem é quem suporta e transporta a mensagem. Assim, esta etapa pode ser considerada a mais rica, pois é a que apresenta a menor possibilidade de ruídos, sendo a mais adequada em entrevistas ou em atendimentos à clientes e fornecedores. Porém, a partir do momento em que os interlocutores não se encontram em um mesmo lugar a comunicação terá de ocorrer de outra forma.

Segundo Episódio: Escrita

Com o desenvolvimento das sociedades, surge a invenção da escrita pelos sumérios, surgindo também os autores, os leitores e as interpretações. Nessa época, devido ao conhecimento restrito de escrita e aos exemplares únicos dos livros, surge a comunicação de elite, pois a linguagem tornava-se um elemento de diferenciação social, instrumento de poder e controle da população, já que os que sabiam tinham o poder de falar aos outros da forma como interpretavam o que foi lido, formando-se assim os grupos de poder. Assim como ocorria nas missas, que eram lidas e faladas em Latim, a mensagem era entendida somente pelo clero e pela elite. Nesta etapa, não mais era necessária a presença física dos interlocutores para que ocorresse a comunicação, pois a mensagem perpassa o tempo. A comunicação nesta etapa se mostra eficiente, porém comparada à interpessoal não é tão rica, pois apresenta a possibilidade de ruídos.

Terceiro Episódio: Massa

Na terceira etapa comunicacional, o homem descobre uma grande ferramenta para a comunicação. Sua obra que até então era única se transforma em várias cópias, multiplicando assim a sua mensagem, criando uma transmissão a inúmeros receptores.

Isso ocorreu através da invenção dos tipos-móveis por Gutemberg. A criação da cópia foi de suma a importância, pois a partir desse momento foi criada a comunicação em massa, começando pela criação do jornal impresso, levando informação que até então só a Igreja possuía (século XV). Desse período em diante, a informação passou a ser um direito de todos. Como pioneiro, o jornal impresso abriu as portas para a reprodução e distribuição em outras mídias como as revistas, o rádio, a televisão e a internet. Assim, existe uma drástica ruptura entre o produtor e o receptor através dos meios técnicos, onde os agentes encontram-se fisicamente separados, ou seja, o produtor envia uma mensagem para o receptor e não pode acudir, reagir ou influenciar no processo, a mensagem operará em “mão única”. Sendo assim, não haverá nenhuma resposta.

Essa modalidade de comunicação unidirecional é denominada broadcast. O broadcast é usado nas mídias analógicas para a transferência informações, geralmente vídeos e músicas, mas também é utilizado em qualquer tipo de mídia, seja ela a televisão, o radio, linhas telefônicas, fibras ópticas, cabos, satélites, entre outras.

Com o público distante, houve a preocupação na questão da interpretação da informação. O estudo da comunicação surgiu na tentativa de garantir a interpretação correta. Em um texto, é impossível saber o que o autor quis dizer, nenhuma pessoa consegue extrair de fato o que realmente se passava na cabeça do autor. Então, criamos suposições de uma leitura, podemos dizer que formamos uma opinião e fazemos uma análise, um falso modelo de compreensão e entendimento que leva à um enriquecimento intelectual.

Quarto Episódio: Mídias Digitais

Após a comunicação de massa na terceira etapa, a sociedade se deparou com uma nova forma de se comunicar que revolucionou muitos parâmetros do cotidiano no homem. Em meados da década de 80, consagrou-se a quarta etapa que é a das mídias digitais, que estendeu até a década de 90 com a união tecnológica do computador com a internet. A sociedade pós-industrial se deparou com a possibilidade de se comunicar com facilidade, rapidez e sem limites, afixando imagens com ou sem sons e as identificando simultaneamente pelo olho e pelo ouvido, fazendo assim, que a sociedade tenha também o seu ponto de vista da escrita, decodificando palavra por palavra no tempo e com a compreensão do texto lido, tornando a informação recebida mais independente e personalizada.

No final do século XX, a união entre linguagens e meios se fortificou e, como consequência, surgiram diversas mídias vinculadas às novas tecnologias. Elas passaram de um estado de convivência para um estado de convergência. Antes eram independentes, agora se uniram por meio da revolução digital. Pode-se afirmar que o que se vê é a virtualização de memórias e a comunicação de forma a-linear. A revolução digital se baseou na informação onipresente. A figura do computador se tornou de extrema necessidade na sociedade. Todas as informações puderam ser digitadas em uma linguagem universal, criando certa praticidade na comunicação. As novas tecnologias, máquinas e linguagens, promovem a possibilidade da escolha e a busca da informação de forma individual por conta do personal computer. Todos possuem acesso na era digital. Assim, podendo chamá-la também de cultura do acesso, ela faz com que a tecnologia fique mais barata ao passo de que se alastra gradativamente gerando um poder inigualável. O dinamismo das mídias ocorre através das trocas e misturas de tempo e espaço.

O conteúdo passou a ser direcionado. A produção da mensagem passou a ser específica para cada tipo de perfil de usuário. É importante ressaltar que, na transição da comunicação de massa para a customizada, o homem ainda se vincula entre ambas. Ao mesmo tempo em que a informação abrange a massa, tem-se a informação personalizada ligada a um extenso banco de dados em nível global. Com as redes e com a velocidade, a interação com as máquinas aumentou. Os dados são comprimidos e o armazenamento se tornou vasto. Os computadores, inclusos em um sistema de hipermídia, evoluíram juntamente com a explosão da internet. Com apenas um click, o usuário encontra um enorme banco de informações, cria caminhos e encontra novos espaços cibernéticos, além de armazenar materiais. Ele é guiado durante a navegação e o seu destino é imprevisível.

O tempo real é o tempo virtual, alternativo e simulado, e possui inúmeras interfaces. Cada vez mais as pessoas querem fugir do padrão, buscando meios para que o diferencial e único esteja acessível. Juntos, os usuários são participativos, livres e cheios de possibilidades, podendo produzir informações, modificá-las ou acrescentá-las.

A ideia de coletivo no ciberespaço é ligada à relação próxima entre os atores através da produção de conteúdo através do multidiálogo. As mídias digitais ainda tomam conta do espaço do homem na contemporaneidade, porém ele está se deparando com um novo aspecto: a convergência do corpo humano com a máquina, seus efeitos e vertentes. A tecnologia da informação promete para o futuro novas surpresas e enigmas.

Quinto Episódio: Pós-Orgânico

Depois de um longo caminho, chegamos a uma fase que é caracterizada pela forte interação criada entre o homem e a máquina, que mudou os limites físicos e culturais que definiram historicamente o conceito de humano.

A cada dia, o termo pós-humano ganha seu espaço em nossa sociedade, e vem substituindo o já desgastado pós-modernidade. A máquina não é mais um objeto de luxo obtida apenas pela sociedade de classe alta. O computador preenche um tempo maior na vida da população, ele se torna fundamental para o nosso cotidiano, tanto para se divertir, quanto, principalmente, para buscar e encontrar informações.

Como afirma Lúcia Santaella, “… os meios de comunicação, desde o aparelho fonador até as redes digitais atuais, não passam de meros canais para a transmissão de informação”. Nessa era digital, as pessoas precisam e necessitam estar informadas o tempo todo, seja sobre as suas atualizações nas redes sociais ou sobre como está o trânsito em sua cidade. E essa busca pelas informações se torna, a cada dia, mais alienar e fragmentada em prol de um retorno mais fácil e rápido. “Alienar” e “fragmentada” porque a sociedade quando busca uma notícia, não busca de forma ordenada e não consegue ficar atenta à essa notícia por muito tempo. Exemplo: uma pessoa entra em vários sites, ao mesmo tempo em que está olhando o seu facebook, está olhando também o seu Twitter e procurando algo no Google.

Mas, essa interação homem-máquina pode funcionar de diversas maneiras. Segundo o matemático Vernon Vinge, “a tecnologia produziria computadores tão avançados com uma inteligência sobre-humana; ou a interação entre homem e máquina seriam tão íntimas que nos consideraríamos superinteligentes; ou ainda, a biotecnologia nos proporcionaria um desenvolvimento e expansão do intelecto humano.”

Em cada uma dessas hipóteses, vê-se que a tecnologia caminha a passos largos para colocá-las em prática. Pois, já nos alteramos e nos modificamos à lógica das máquinas, sendo assim com as evoluções dos meios tecnológicos as máquinas poderão ser orgânicas e os organismos artificiais.

Além de nos beneficiarmos dessa tecnologia para estudar melhor o DNA humano e buscando romper com suas limitações, manipulando o corpo em busca de cura para doenças, aumento de memória, retardamento do envelhecimento. Há ainda, os adeptos do movimento The Extrop (grupo formado por cientistas, artistas e filósofos da região do Vale do Silício nos Estados Unidos), que acreditam e trabalham na possibilidade de perpetuação infinita a partir do upload de uma consciência em um chip. É uma visão que implica na adoção de uma nova ética, baseada na crença de que o corpo humano é um hardware em processo de obsolescência, ou seja, uma desclassificação do nosso corpo motivado por aparecimento de um material mais moderno, portanto devemos buscar um novo hardware para conseguirmos melhor desempenho e durabilidade.

Outros pesquisadores apresentam uma visão menos radical do conceito de pós-humano, como Katheryne Hayels, professora da Universidade da Califórnia, onde analisa o conceito pós-humano como resultado do fluxo de informações através das redes que conectam homens e máquinas, como em um processo acelerado de cibernetização, onde haverá a virtualização de bens, pois os homens se preocupam mais em ter acesso do que ter a propriedade em si.

A conexão Homem – Máquina envolve um fornecimento de informações constante, tanto da parte de quem as fornecem, quanto da parte de quem as procuram, pressupondo assim uma mistura entre as linguagens fornecidas. Com isso, a comunicação estabelecida entre os participantes dessa troca propicia o surgimento de novos ambientes socioculturais.

Como o ser humano já está habituado a ter o computador na sua rotina, é preciso estar sempre estimulando a sua busca no navegador, é preciso estar sempre o surpreendendo. Para ter essa atenção, os sentidos do homem devem ser estimulados pelos tecnólogos. O fato, paladar, tato, visão e audição, esses cinco sentidos do ser humano devem andar em harmonia com a tecnologia para que a sociedade não perca o interesse pelas mídias digitais, aparelhos eletrônicos, e etc.

Para estimular e dar continuidade à esse interesse, já estão planejando uma máquina que pode exalar cheiros, mas, dando um exemplo atual, temos como representante do sentido tátil os aparelhos eletrônicos que se dispõem de uma novidade tecnológica, conhecida como Touch Screen.

Mas, com toda essa inovação tecnológica e com todas essas informações, é difícil determinar o que pode ou não ser publicado e/ou visto, ou seja, o que pode ser público ou privado. Ao mesmo tempo que os usuários da Internet querem deixar à mostra para os seus amigos novidades, querem esconder e privá-las de outras pessoas verem. As pessoas estão se tornando mais individualistas nessa etapa, fazendo com que dividam suas necessidades especiais apenas com quem tenha um pensamento ou uma opinião em comum à ela.
O fato é que o potencial para as combinações de vida artificial, robóticas, redes neurais e manipulações genéticas toma proporções tão grandes que nos leva a pensar que as distinções entre a vida natural e artificial, não terá onde se balizar, ou se tornará apenas uma. Segundo Vinge, “estamos num limiar de mudança comparável ao surgimento da vida humana na Terra, com a criação iminente de entidades com inteligência maior que a humana. Desenvolvimentos que antes pensaríamos só ocorrer em muitos séculos, se ocorressem, acontecerão neste século.”

Teorias da Comunicação

A comunicação passou por várias etapas ao longo da História, adaptando, moldando e recriando suas percepções perante o desenvolvimento humano e tecnológico até chegar às redes sociais e toda a sua esfera de significações. Os conceitos que permearam a comunicação foram estudados com base em quem participa e o que está envolvido no processo dinâmico. Modelos comunicacionais foram debatidos e recriados para a realidade de hoje. Cada episódio da comunicação foi trabalhado e seu reflexo na sociedade, além dos novos paradigmas imersos na complexa pós-modernidade. A aplicação desses conceitos é muito importante na futura área profissional. É necessário conhecer os parâmetros de toda a realidade virtual para compreender o público e ser um comunicador estratégico, efetivando seus objetivos.

Esses conceitos foram trabalhados na disciplina de Teorias da Comunicação (Prof. Cynthia Enoque).